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Parque da Capivara inaugura primeira floresta líquida do Brasil capaz de purificar po ar como 200 árvores

  • 14 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Operada com 100% de energia renovável, instalação no Parque do Capivari conta com cinco árvores tecnológicas capazes de purificar o ar com eficiência equivalente a 200 árvores naturais.


O projeto consiste em cinco árvores tecnológicas que utilizam microalgas para replicar o processo de fotossíntese de forma artificial e capturar ativamente carbono da atmosfera equivalente a 150 espécies naturais.

Com início das operações nesta semana no Parque Capivari, a iniciativa reflete a aplicação de biotecnologia e inovação para combater as mudanças climáticas no setor turístico.


Segundo os idealizadores, a ideia não é substituir vegetação nativa, mas sim complementar os esforços de preservação e servir como modelo para outras cidades interessadas em aliar turismo com impacto ambiental positivo.


A escolha de Campos do Jordão foi estratégica: a cidade recebe cerca de quatro milhões de turistas anualmente, oferecendo visibilidade para conscientização ambiental. O Parque Capivari, como principal atrativo turístico local, se posiciona como plataforma educativa sobre soluções tecnológicas para desafios climáticos.


A partir de agosto, a floresta líquida também funcionará como sala de aula ao ar livre, recebendo estudantes de toda a região da Serra da Mantiqueira. A proposta integra três dimensões: ambiental, através da captura de CO₂ e produção de oxigênio; social, com programas de educação; e de governança, garantindo transparência nos dados.


Como funciona a tecnologia

A tecnologia operada com 100% de energia renovável se baseia em fotobiorreatores que cultivam microalgas em ambiente controlado, aproveitando o fato de que organismos aquáticos são responsáveis por aproximadamente 54% da produção de oxigênio atmosférico.


O sistema opera com luz artificial de espectro específico e utiliza borbulhamento interno para realizar a troca gasosa com o ar ambiente.


Além da função purificadora, as estruturas geram biomassa que pode ser aproveitada como matéria-prima para biocombustíveis e fertilizantes.


O monitoramento acontece em tempo real através de sensores integrados, garantindo dados precisos sobre o desempenho da instalação.


Fonte:exame.com


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